Patricia o inicio

Patrícia foi um momento especial em minha vida. Loira, 1.72, corpo definido
por anos de prática de esporte, 22 anos, olhos azuis, bonita, extrovertida
e muito divertida. Eu, 1.83, olhos verdes, 90 quilos, um interiorano que
alimentava fantasias com pés femininos, sufocado e reprimido pela cultura
conservadora característica das cidades pequenas. Corria o ano de 1.986,
sucesso no vestibular, já na capital, cursávamos educação física e logo
me tornei amigo de Patrícia. Algumas vezes fazíamos dupla em exercícios
e eu, aos poucos ia descobrindo a geografia de minha parceira. Antes da
faculdade, Patrícia praticava ginástica olímpica, o que a ajudou a desenvolver
um par de pernas muito fortes, musculosas mesmo. Em outras oportunidades
nos exercitávamos descalços e eu não conseguia desviar meus olhos de suas
pernas e principalmente de seus pés: 39, largos, dedos longos, o segundo
ligeiramente maior que o dedão, as unhas rosadas, corte arredondo, o arco
plantar bem delineado, os calcanhares carnudos e as solas brancas, macias,
sempre lixadas. Para mim, eram a perfeição, a manifestação de minhas mais
loucas fantasias.Só de vê-los eu me excitava. Tocá-los, mesmo que levemente
era sexo solitário na certa. Eu me orgulhava de minha discrição, acreditando
que ela nem suspeitava de minha tara e não tinha coragem de confessar meu
fascínio por aquele par de pés com medo da reação de Patrícia. Um certo
dia, num tatami de judô, fazendo aquecimento (Curitiba é uma cidade bastante
fria), principiamos alguns movimentos, sendo que em um deles, Patrícia deitada
de costas para o chão, pés apoiados em meu peito, deveria flexionar as pernas
para cima e para baixo, imitando um exercício que em academias de ginástica
e musculação, é conhecido como leg press.Eu a desafiei:
– Você não vai conseguir. Eu sou muito pesado.
– Ah é, então vamos ver:
Para meu espanto, ela iniciou os movimentos com muita facilidade. Lá estava
eu, uma ereção incontida pelo contato daquele pezões em meu peito (apesar
da camiseta), sendo empurrado para cima e para baixo, para cima e para baixo.
Fiquei realmente impressionado com a força de Patrícia: ela repetia aquele
sobe e desce sem qualquer esforço, achando graça da situação, já que por
mais que tentasse, não conseguia disfarçar minha respiração ofegante e meu
nervosismo.
– Nunca vi nada parecido. Você é muito forte. Meu peso não está te machucando?
– Que peso? Deixa eu te mostrar uma coisa…
Antes que eu entendesse ou pudesse responder, ela me pegou pelas mãos, deslizou
seus pés até a altura de minha virilha e, rindo, num movimento rápido, flexionou
as pernas para cima, tirando meu corpo do chão e usando os pés, mantendo-me
equilibrado horizontalmente sobre ela.
– Viu só, fácil, fácil, disse em tom de gozação.
Meu pênis estava sendo esmagado entre meu próprio corpo e os pés de Patrícia.
A posição tinha um quê de ridículo e mesmo constrangido, eu estava adorando:
a sensação de ser o objeto da diversão de Patrícia era simplesmente embriagadora.
A força dela era tanta que ela ainda conseguiu flexionar seus pés para cima
mantendo meu corpo suspenso apenas na ponta de seus dedos. A pressão dos
artelhos em minha virilha incomodava muito. Ela brincava comigo movimentando
as pernas para os lados simulando desequilíbrio me fazendo sentir pequeno
e impotente perante ela. Não contive um gemido de dor e satisfação.
– Dói? Ela perguntou.
Respondi mentindo:
– Um pouco, mas eu aguento, pode continuar…..
E ela me ergueu de novo, uma, duas, três, sei lá quantas vezes, perdi a
conta. Eu estava tão excitado que uma espécie de torpor tomou conta de mim:
eu só via o rosto de Patrícia se aproximar do meu quando ela me “abaixava”
, e se distanciar quando ela me “erguia”. A dor e prazer que aquelas pernas
e pés poderosos me causavam, estavam quase me fazendo gozar na roupa. Enquanto
ela se divertia, eu não via e nem ouvia mais nada. Finalmente, quando ela
me colocou no chão, ainda deitada e segurando minhas mãos, colocou as solas
dos pés em meu pênis mexendo os dedos freneticamente sem que ninguém percebesse.
Poucos segundos, inexplicavelmente, se transformaram em eternidade. A expressão
do rosto dela se alterou e em voz baixa, quase sussurrada perguntou:
– Pelo jeito, você gostou, né? Pensa que eu não notei o jeito que você olhava
para meus pés e minhas pernas?
Só me lembro que corei imediatamente, minha boca secou mais ainda, minhas
orelhas estavam em fogo. Não tenho a mínima idéia do que respondi, estava
até zonzo de tanto tesão. Disfarcei, disse que precisava sair e corri para
o banheiro, onde, mal chegando, me masturbei violentamente. Pensei que fosse
sofrer uma desidratação, tamanho jorro. O fetiche-fantasia havia sido realizado
pela primeira vez através do trinômio pés-dor-prazer. Eu não sabia ao certo
o que fazer e, após alguns minutos, voltei meio sem jeito e, mesmo constrangido,
reuni o que me sobrava de lucidez e fui falar com ela:
– Patrícia, me perdoa, não sei o que deu em mim……. eu….. putz……
– Desculpar do que? Você não gostou do exercício? Eu adorei mostrar minha
força para você. Esquece, bobo!!!!. Ah, outra coisa, posso ir até seu apartamento
para estudarmos biometria? Semana que vem tem prova e tenho algumas dúvidas
sobre a matéria. Você me explica?
Ejaculei em pensamento, já antevendo o que poderia acontecer imaginando
outras brincadeiras com Patrícia. Elas aconteceram, evoluíram, nos tornamos
namorados, mas estas, bem, estas são outras histórias ……..
A partir daquele dia me dei conta do significado das palavras “podolatria
e dominação” sendo meu prazer: ser subjugado fisicamente por mulheres fortes,
que tenham pés grandes, de preferência iguais aos de Patrícia. Sei que é
uma fantasia bastante incomum mas enfim, cada fetichista com seu sonho….

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